Considerada uma prioridade pela equipe econômica do governo Lula, a reforma tributária sobre o consumo pode resultar em algumas mudanças. Um dos principais objetivos dessa reforma é destravar investimentos e impulsionar a economia.
A proposta, que vem sendo discutida há bastante tempo, se aprovada, mudará a forma como os impostos sobre produtos e serviços serão cobrados. Inicialmente, as mudanças tributárias serão discutidas em impostos como ICMS (estadual), PIS/Cofins e IPI (federal) e o ISS municipal, que seria substituído pelo IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
Com a implementação desse novo imposto, os tributos se tornariam não cumulativos e o imposto sobre consumo (IVA) seria cobrado no destino e não no local onde os produtos consumidos são produzidos. Existem pontos controversos em relação à reforma tributária: a penalização dos mais pobres (já que o custo de consumo é maior para a população mais vulnerável) e o aumento da tributação sobre serviços, o que resultaria em um aumento no preço dos serviços de saúde, escolas e universidades privadas, entre outros.
Embora essa medida seja considerada fundamental para destravar a economia e impulsionar o crescimento do país, do ponto de vista político é considerada complexa, uma vez que diferentes governos tentaram implementá-la e não tiveram sucesso. No entanto, a equipe econômica do governo Lula está se preparando para defender a proposta de reforma.